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Para onde vai o Beira-Mar?

Que o Beira-Mar está uma situação aflitiva financeiramente há muito tempo todos o sabem, que é preciso arranjar uma solução com urgência todos compreendem, agora que o processo tenha sido feito sem respeito, muito à imagem da espertice que caracteriza muito bem os portugueses, é que merece a mais profunda repulsa.

O que Artur Filipe fez com Carlos Carvalhal merece que o presidente do Beira-Mar seja olhado com descrédito porque não é por baixo da mesa que se deve jogar.

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A entrega pura e simples aos espanhóis, sem olhar a meios para atingir os fins (que fins?), da maneira que foi feita, revela bem o desnorte que vai no clube de Aveiro e nos seus dirigentes.

Não há nada de reprovante na entrada de capital estrangeiro nos clubes nacionais porque é necessário encontrar alternativas mas é preciso que existam regras e que não se entregue "o ouro ao bandido".

Um dos exemplos de como as coisas não devem ser feitas foi o que se passou com o Farense, que só saiu a perder numa operação com contornos semelhantes. Pelo que se passou nestes dias de transição do poder, é de temer que os algarvios venham a ter outro parceiro com estes atropelos.

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