_
Este campeonato, já o escrevi aqui, está muito desequilibrado entre os dois grandes, Benfica e FC Porto, que vão resistindo à crise com futebol de dimensão europeia, e todos os outros.
O Benfica desta época cresceu em relação ao futebol apresentado em temporadas anteriores. O FC Porto mantém o carisma e a capacidade de impor vitórias, mesmo se não demonstra o poder categórico da época passada.
Entretanto, o Braga desceu de nível à medida que Alan e Hugo Viana envelhecem e o clube vende os diamantes que despontam. E o Sporting, apesar de ter aumentado em muito o peso da folha salarial, é formado por um conjunto de jogadores desequilibrado, onde muitos não mostram categoria para envergar aquelas cores e conseguir bater-se pela vitória nos maiores momentos.
Esta será a semana da final da Taça da Liga. Em Coimbra, o Braga poderá beneficiar da focagem do FC Porto no sprint final do campeonato. Mas, mesmo assim, os jogadores de Vítor Pereira têm argumentos para serem considerados favoritos. Veja-se o caso de ontem à noite: o miúdo Kelvin tornou-se no improvável herói de um jogo em que o Braga estacionou uma frota de pesados junto à área durante toda a segunda parte. E só o irrequieto Kelvin conseguiu subir para o autocarro bracarense. Mas era nítido que, mais minuto menos minuto, alguém iria furar aquela barreira descrente.
Para a Liga, o próximo clássico é um dérbi. O Benfica vai poder repousar da jornada europeia e apresentar-se na receção ao Sporting na máxima força.
E a máxima força do Benfica, neste momento, é força demasiada para o mais fraco Sporting das últimas décadas. Contra esta dura realidade, só se Jesualdo operasse um milagre.