A demissão de Carlos Freitas do Sporting "exige" uma análise muito para além da simples saída de um responsável do futebol de um dos Grandes portugueses.
Carlos Freitas anuncia a despedida - esperada por diversas vezes nos últimos meses (pelos fracos resultados esta época e pelas fragilidades evidentes da política de contratações) - dizendo que assim "deixa de haver um bode expiatório".
O administrador da SAD do Sporting envia um recado para dentro de casa lamentando que o enfoque tenha sido sempre colocado na sua pessoa e não escondendo que é um juízo de valor associado a este desfecho.
Freitas demite-se em desacordo com a política para o futebol e deixa Paulo Bento mais só. A expectativa está agora concentrada na reacção da equipa e do treinador leonino à nova situação.
É importante que o Sporting não deixe existir um vazio de poder na ligação entre a equipa e a administração. Como se vê pelo exemplo Benfica, com a opção de não substituir José Veiga, clubes com uma dimensão desta natureza necessitam de uma figura sempre junto do plantel.
Ousadia é o que pede em Alvalade e não o recuperar de velhos mecanismos que já há muito estão esgotados.
PS. No fim-de-semana quente do Benfica, nem só Luisão e Katsouranis ficaram mal na fotografia. Luís Filipe Vieira que até começou por gerir bem a situação - suspendendo os dois jogadores - acabou por cair na tentação de "responsabilizar" só um quando foram os dois muito pouco profissionais.