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Hoje, em Leiria, o técnico do Benfica deverá regressar ao esquema de apenas um ponta-de-lança. Os adeptos do futebol ofensivo e os especialistas do jogo escrito não deixarão de criticar o italiano, caso as coisas corram mal. Parece-me a única coisa que Trap pode fazer. Sem Miguel, mas especialmente sem Petit, não há ninguém no banco do Benfica capaz de transmitir a solidez necessária ao meio-campo para que o treinador possa continuar a jogar com dois homens na frente.
Hoje custa entender por que foram dispensados Andersson e Fernando Aguiar. No seu lugar estão Paulo Almeida e Everson, pelo menos tão medianos como os dispensados e muito mais caros. Aliás, sentia-se menos a ausência de Petit a época passada quando no seu lugar jogava Fernando Aguiar do que hoje, com os actuais e insípidos suplentes. Com tanta falta de qualidade no miolo, é natural que Trap tenha receio. Reforços, este ano, são apenas Karadas e Dos Santos. Os outros oito ainda têm de justificar. Mas assim é difícil ganhar sempre. Por isso percebo Trap.