Não sei se Pinto de Costa e Jacinto Paixão deviam ser acusados de algo em relação ao tal FC Porto-Estrela da Amadora de há uns anos. Quero acreditar que não.
Não sei se o árbitro do Sporting-Naval desejava um resultado que não fosse o triunfo dos leões. Quero acreditar que não.
Não sei se as declarações de vários responsáveis sportinguistas no termo do embate com a turma figueirense - aludindo à forma como o clube se deveria relacionar com os árbitros - foram convictas e sentidas. Quero acreditar que não.
Não sei se muitos daqueles que resolveram invadir o relvado do Estádio 25 de Abril, em Penafiel, tinham intenção de provocar desacatos. Quero acreditar que não.
Não sei se Luís Filipe Vieira, José Veiga, Vítor Pontes, Jorge Coroado, Carlos Brito, Nelo Vingada ou tantos outros têm razões objectivas para vir a público questionar a verdade desportiva ou o desempenho de árbitros ou auxiliares. Quero acreditar que não.
Não sei se os tribunais estarão errados ao considerar nulo o contrato de patrocínio entre a Betandwin e a Liga. Quero acreditar que não.
Não sei se o ror de acusações "rasteiras" entre alguns dos agentes envolvidos no próximo acto eleitoral do Sporting têm a verdadeira intenção de ofender. Quero acreditar que não.
Não sei se Scolari tem falado com os responsáveis da Federação inglesa. Quero acreditar que não.
Não sei o que passa neste País, pois o cinzentismo do nosso futebol não é mais que uma pequena parcela do "status quo" da sociedade. Basta recordar o adormecimento do caso Casa Pia; a adesão dos deputados ao lema do "dolce far niente" ou tantas outras situações que nos envergonham. Quero acreditar que o 25 de Abril aconteceu mesmo. Mas também já não sei...