Porto-Benfica

Porto-Benfica

Hoje escreve-se sobre a jogatana de amanhã. Clássico é clássico e este ano o campeonato está com um arranque mais competitivo. O Porto está a reconstruir-se, o Benfica a reafirmar-se, o Sporting a reencontrar-se – e o Braga a reconfirmar-se. É cedo para dizer o que quer que seja, mas há quatro pessoas que já merecem elogio: os treinadores das equipas entre as quais este ano “isto” se vai discutir. Dois deles enfrentam-se pela primeira vez amanhã, no Dragão.

A sul, Jorge Jesus está a recuperar a consistência da equipa que perdera no ano passado; e Domingos Paciência entrou num balneário entre farrapos e remendos, mas as últimas indicações são positivas, podendo estar a iniciar um ciclo positivo em Alvalade. A norte, os dois sucessores de equipas vitoriosas tinham tudo para começar mal, mas tanto Leonardo Jardim como Vítor Pereira estão a sair melhor do que a encomenda. O Braga manteve o espírito de equipa coesa, apesar de tantas mudanças; o Porto prova que, além de saber fazer vendas fabulosas, tem o melhor poder de regeneração do campeonato.

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O jogo de amanhã está longe de ser decisivo mas marca o primeiro embate entre dois treinadores muito diferentes, quer no perfil, quer na tática. O Porto está (um pouco) pior que há um ano, o Benfica está melhor, mas o favorito continua a dormir a norte do Mondego. Mesmo que depois do último fim-de-semana os benfiquistas (e, já agora, os sportinguistas) tenham ganho uma súbita autoconfiança, os portistas têm mais equipa… e têm Hulk. Quem ganha? Para já, ganha o campeonato. E ganham as equipas que o disputam que, para mais, estão com um bom arranque nas competições europeias.

O futebol sempre foi um antidepressivo para as crises portuguesas. Este ano, a crise é grande. Felizmente, o antidepressivo está a ser de qualidade.

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