Portugal, a Europa e não só...

Chegou ao fim mais uma jornada europeia de futebol e, sendo verdade que o Sporting continua no bom caminho e o Sp. Braga logrou uma qualificação inédita para a fase de grupos da Taça UEFA, creio não ser exagero dizer que, globalmente, o desempenho das formações lusas voltou a ficar aquém do desejado.

Bem sei que, hoje em dia, não há adversários muito acessíveis nas provas internacionais. Ou melhor: até existem, mas, salvo honrosas excepções, começam e terminam nas pré-eliminatórias.

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Mas, mais do que apuramentos ou eliminações, o que me tem surpreendido (pela negativa) é a falta de capacidade ofensiva das formações nacionais. FC Porto e Benfica (não contabilizando a "pré" com o Austria Viena) ainda não festejaram um golo na Liga dos Campeões, enquanto o V. Setúbal disse adeus à UEFA exactamente com o saldo de golos a zero.

De resto, o Nacional (mesmo com um prolongamento) só marcou uma vez ao Rapid Bucareste; o Sporting fez um golo em cada jogo e só o Sp. Braga - curiosamente perante um conjunto italiano, historicamente poderosos na hora de defender - cometeu o feito de assinar 3 golos em duas horas de embate com o Chievo Verona. Por outras palavras, os pupilos de Carvalhal fizeram tantos golos na sua ronda da Taça UEFA quanto FC Porto, Benfica, Sporting, Nacional e V. Setúbal em 10 partidas! Mesmo admitindo que alguns dos opositores (com destaque para Inter, Manchester United, Arsenal e CSKA Moscovo) são mesmo fortes, isto é um registo preocupante.

Paralelamente aos desfechos, não deixa de ser curioso constatar que o clima no seio dos nossos clubes europeus não tem sido o melhor. No V. Setúbal já tivemos "chicotada" e, por vontade de muita gente, o mesmo já teria acontecido no Benfica e no Nacional, clubes onde é visível a contestação dos adeptos aos treinadores.

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Imagine-se que até Jesualdo Ferreira, que vê o seu FC Porto com um saldo totalmente vitorioso no campeonato, tem sofrido críticas devido à ausência de vitórias dos dragões na Europa.

Bom, entre críticas acertadas e alguns exageros, a verdade é que o futebol português não está a corresponder às expectativas. No ano da estreia de 3 conjuntos na Liga dos Campeões, desejava-se mais e melhor. Mas, a conversa ainda não chegou ao fim. Vamos acreditar em melhores dias.

Ao fim (ou não...) parecem ter chegado outros assuntos:

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- Scolari "lembrou-se" que há futebolistas portugueses com qualidade a actuar nos principais campeonatos europeus. José António foi chamado para os próximos compromissos da Selecção e consta que Duda e Pedro Mendes podem ser os próximos. Até que enfim!

- O Gil Vicente, não abdicando da sua luta, está disposto a voltar a competir. Boa decisão, pois se o ditado diz que "perder uma batalha, não significa perder a guerra", é óbvio que os gilistas não podiam correr o risco de ser eliminados da Liga de Honra. Quanto ao resto... logo se vê.

- Hermínio Loureiro sempre vai poder tomar posse na Liga. Ainda bem, pois estava com medo de ser chamado para fazer número numa estrutura recheada de deserções. Agora vamos descobrir quais as ideias do novo líder (?) para revitalizar algo que, para a maioria dos portugueses, há muito precisava de uma "varridela". Veremos é se a limpeza não é "mandriona", do tipo esconder o lixo debaixo do tapete...

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