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Esta Seleção de Fernando Santos parece um exercício de pacificação intergeracional. Aos sobreviventes da era Paulo Bento juntam-se cada vez mais veteranos, com a média de idades a ser puxada para baixo por um jovem estreante no lado esquerdo da defesa. Raphael Guerreiro mostrou muita qualidade, com o único senão na sua reduzida altura, que lhe pode comprometer eficácia nos lances por alto na defesa do segundo poste.
Esta Seleção mostra mais alegria e melhores movimentos do que a equipa que Paulo Bento invariavelmente escalava no seu último ano em funções. Mas os males estruturais continuam ali. Só Ronaldo disfarça a incapacidade de finalização. Os bons flanqueadores não mostram profundidade; e voltar a chamar Postiga para o centro da área é abrir os braços ao azar. Postiga é um jogador elegante e um bom profissional, mas divorciou-se das balizas há já muitos anos e nunca mais encontrou a felicidade dentro da área. Pobre era esta em que não há nenhum ponta-de-lança com classe e nacionalidade portuguesa. Na caminhada para o Euro’2016, esta equipa de Fernando Santos parece não querer saber do futuro: que idade terão Ricardo Carvalho, Tiago, Bosingwa no ainda longínquo verão de 2016? Quem vier atrás que feche a porta.
P.S. – Os modos de Bruno de Carvalho, a arrogância agressiva que exibiu frente a três grandes jornalistas, que foram à casa televisiva do presidente do Sporting, certamente a convite deste, dizem muito do atual líder dos leões. Não basta ter poder, é necessário saber o que fazer com ele. Bruno de Carvalho tem usado o seu poder como arma de arremesso contra alvos de circunstância. Desta vez foram os mais altos representantes dos três diários desportivos – esperemos que o episódio não deixe marcas na liberdade com que os jornais devem informar os cidadãos.