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Pouco cheio

O presidente do Benfica tem razões para estar preocupado. E não apenas devido ao empate e à péssima exibição do clube da Luz frente ao Sporting de Braga. Mais porque a mensagem para os adeptos pura e simplesmente não fluiu. Luís Filipe Vieira e o diligente departamento de comunicação encarnado passaram a semana a pedir estádio cheio para receber os bracarenses. As enormes clareiras na catedral mostraram como o "plano revolucionário" de venda de bilhetes nas casas ficou aquém do desejado. Muito aquém mesmo. Pior do que isso, esta não é a primeira vez que da enchente prometida se passa a meia-casa, com boa vontade.

Não deixa de ser estranho que o maior clube português esteja na liderança da SuperLiga e não consiga mais do que 30 mil pessoas nas bancadas. Afinal, FC Porto e Sporting têm esse número de espectadores sempre mais ou menos garantido em todos os jogos apenas com os bilhetes de época. Será que o povo não acredita muito nesta liderança da equipa de Trapattoni ou algo vai mal no reino da águia no que toca à organização de jogos? Uma coisa é certa. Enchentes? Só depois do jogo...

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