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Pressão em Alvalade

Três jogos, outras tantas finais. É assim, sucintamente, que se pode abordar a derradeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões na óptica dos clubes portugueses. Mas, se o FC Porto tem a qualificação para os oitavos-de-final quase segura (precisa de empatar, em casa, com um adversário igualmente necessitado de um só pontinho) e o Benfica - mesmo que perca em Old Trafford - sabe poder prosseguir a participação europeia através da Taça UEFA, o Sporting apresenta-se numa situação mais complexa e perigosa.

Não deixa de ser estranho ver uma equipa que venceu o Inter em casa e empatou em Munique (já para não falar da igualdade em Moscovo) chegar à sexta e última ronda da "poule" sem hipóteses de assegurar a passagem à fase seguinte. Mas, pior ainda, é ter a noção que um deslize caseiro no derradeiro encontro impedirá, também, o acesso dos leões à UEFA, prova que, nesta fase, é um autêntico prémio de consolação para todos os que não tiveram forças para driblar as primeiras dificuldades (ou segundas para quem entrou nas pré-eliminatórias) na "Champions".

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Em condições normais, o Sporting, a jogar em casa, é sempre favorito diante dos russos do Spartak Moscovo, mesmo sabendo-se que no último duelo o resultado foi... 0-3! Mas, a verdade, nua e crua, é que este importante encontro surge num momento inoportuno. Os leões vão entrar em campo após um fim-de-semana duro a nível interno: perderam em casa com o eterno rival Benfica e viram o líder FC Porto aumentar a vantagem pontual.

Mas, a equipa leonina e o seu técnico têm ainda mais razões para sentir a pressão. É que o Sporting, independentemente de já ter mostrado várias vezes o seu futebol tecnicista e vistoso tende a falhar nos momentos de decisão. Foi assim nos duelos caseiros com FC Porto, Benfica e Bayern Munique e na deslocação a Itália, aquando do compromisso com o Inter.

Para além da questão desportiva e financeira, Paulo Bento sabe bem que, esta terça-feira, outras coisas estarão em jogo. Um novo deslize num momento fulcral poderá deixar os seus jovens futebolistas completamente desmoralizados e os adeptos à beira de um ataque de nervos.

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A derrota com o Benfica, aliada a uma exibição sem chama, clarividência ou rasgos individuais, originou, pela primeira vez, críticas dos associados ao técnico que, há um mês, parecia ter a família verde e branca rendida ao seu trabalho. Uma rápida consulta aos comentários inseridos no Record Internet após o dérbi da semana passada comprova que, na hora da derrota, tudo se pode questionar. Da táctica às opções para o conjunto titular; das substituições ao discurso antes e depois do jogo.

Paulo Bento parece estar completamente seguro entre os dirigentes leoninos e ainda merece a aprovação da maioria dos sócios e simpatizantes, mas não é preciso recuar muito no tempo para ver o que sucedeu com Peseiro, Boloni ou Inácio. Os elogios conquistados ao longo de vários meses de sucesso esgotaram-se num ápice. A ditadura dos resultados falou mais alto. E há-de continuar a ser sempre assim. Em Portugal ou no estrangeiro. No Sporting ou em qualquer outro clube...

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