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Quando a pressão salta à vista

Quando a pressão salta à vista

Vencer o Boavista é a obrigação do Benfica hoje. Se com nota artística, se com um golo perto dos 90 minutos é o que menos importa a todos os benfiquistas, sejam eles da estrutura ou de bancada. A jornada passada deixou marcas, mais até do que deveria. Percebe-se a frustração, uma vez que a conquista do título poderia ter sido selada em Paços de Ferreira, mas a verdade é que a equipa de Jesus mantém 6 pontos de avanço e tem tudo para voltar a ser campeã nacional.

Otécnico optou por recusar a existência de pressão. Entendo a vontade de parecer insensível ao momento, mas para além de não ter conseguido disfarçar a tensão na conferência de imprensa, a Jesus de nada serve negar a pressão. Ela existe. Necessário é saber viver com ela.

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OBenfica soma apenas duas derrotas na liga. E a última num jogo em que teve tudo para vencer. Basta manter a cabeça no lugar, voltar a um jogo afirmativo e não tremer para que a vitória sobre o Boavista seja uma realidade. Vital é levar a sério um adversário cuja qualidade é diminuta mas que tem na valentia uma arma que já deixou marcas, por exemplo, no Dragão. Petit construiu uma equipa à sua imagem. Não parece suficiente para travar a águia na Luz. Mas tem de ser levada a sério.

OBenfica pode acabar a ronda de sorriso nos lábios. O Dragão recebe o Paços e Paulo Fonseca tentará uma gracinha. O Sporting vai a Arouca sem Jefferson e Nani e quem sabe que campo vai encontrar. Se ficar tudo na mesma, é no dérbi que a pressão vai falar bem alto. A vitória leonina relançaria o campeonato. O triunfo encarnado acabaria com o leão de uma vez por todas.

PS – Ricardo Costa ouviu o que não queria de Alvalade. Feio o que disse sobre Ewerton.

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