Esta de comprar o “passe” de Jorge Nuno Pinto da Costa para levá-lo para presidente do Benfica e, ao mesmo tempo, “lixar” o Porto, só mesmo de Joe Berardo. O excêntrico empresário madeirense continua a divertir-se quando fala de futebol…
A “notícia histórica” foi revelada esta semana pelo próprio comendador Berardo, que garantiu que nos anos 90 ofereceu 2,5 milhões de euros para contratar o presidente do Porto. A história, contada assim, é um pagode. E não é o primeiro de Joe Berardo, que no seu currículo das ideias esdrúxulas conta também com um anúncio de uma alucinada OPA sobre a SAD do Benfica que nunca chegaria a acontecer, prometendo fundos para comprar jogadores que nunca seriam comprados.
Quando Joe Berardo fala, a hipótese de delírio não pode ser excluída. Mas que a história tem graça, isso tem. E no fundo confirma que o melhor jogador de futebol dos últimos 25 anos em Portugal foi o presidente do Futebol Clube do Porto. Mas Joe nunca fala sem ser a pensar em dinheiro. O Benfica é uma máquina de fazer receitas, seja de bilheteiras, camisolas ou transmissões TV. E os negócios, esses não param.
Basta ver o “leilão” desta semana para as transmissões televisivas da Champions. Desta vez, duas estações não apresentaram propostas, por razões económicas: a RTP, o que é mais do que compreensível numa altura de austeridade do Estado, e a SIC, o que é mais surpreendente. Avançou a TVI com uma proposta para os jogos em sinal aberto e o seu acionista Miguel Pais do Amaral com outra proposta para os jogos em sinal fechado (cabo), com a concorrência de Joaquim Oliveira da Sport TV.
O dinheiro faz rodar o futebol, seja nas contratações, comissões ou transmissões. Mas a bola só é redonda dentro do relvado.