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Chegou finalmente a febre da poupança da água. Quando já se inclina no precipício é que o português olha para baixo.
Durante meses e meses, a longa estiagem foi secando a água das barragens perante o tradicional apelo do “Deus queira que chova”.
Entretanto, continuámos a regar os jardins e a usar e abusar da sorte, face à total incapacidade da Comissão para a Seca (?) de gerar uma acção concertada.
Agora, toca a rebate e saem à rua as carpideiras. Digam-me se o futebol não é ainda o melhorzinho que se arranja por cá.