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Que maravilha!

Que maravilha!

Quando o Sporting entusiasma, as bancadas enchem-se de adeptos vibrantes. Acima de trinta mil espetadores – eis a palavra mais mutilada pelo novo acordo ortográfico – assistiram, numa noite de semana, a mais um recital de futebol de ataque da equipa que Domingos transformou após um início de campeonato assustador. A grande arma deste Sporting está na zona do campo onde recupera a bola. À semelhança do Benfica campeão de há dois anos, do FC Porto de Mourinho e de Villas-Boas, do Boavista de Jaime Pacheco, o Sporting consegue recuperar dezenas de bolas nos primeiros quarenta metros do adversário. No Mundo quem melhor tem feito este tipo de pressão é o Barcelona. Depois da bola ganha nesta zona do campo, é fácil construir tricotados pois a jogada de ataque tem início no meio das linhas adversárias. É “apenas” necessária boa técnica dos executantes no jogo curto, e velocidade com capacidade de drible nas alas. Tudo isso existe de sobra em Alvalade.

Enquanto o Sporting jogar assim, ficarei cliente dos seus encontros, mesmo que não por dever de ofício.

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Mas este tipo de atitude coletiva também encerra riscos: o primeiro é a exigência de enorme coesão coletiva, sem a qual todo o esforço é vão. Basta uma peça incapaz de exercer pressão para que o suor dos restantes de nada valha. O segundo risco, mesmo com todos os elementos em pleno na pressão, é o adversário lograr jogar longo para avançados rápidos e dribladores. Ou para um avançado com capacidade de retenção de bola e produção de lances de bola parada.

Mas não há estratégia que não encerre riscos. E este Sporting está um maravilhoso petisco.

O campeonato promete!

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