Que tem Bento contra o Sporting?

Que tem Bento contra o Sporting?

A pré-convocatória de Paulo Bento para o Mundial do Brasil, da qual constam 30 nomes, poderia ser um exercício de bom-senso e um sinal da evolução do nosso seleccionador nacional, no sentido de eliminar dos seus critérios questões que não têm a ver nem com o valor nem com o rendimento desportivo dos jogadores. A exclusão de alguns atletas, entre os quais Adrien e Danny se afiguram como os casos mais flagrantes de injustiça, e a óbvia reserva mental perante futebolistas do Sporting, demonstram que Paulo Bento não consegue ultrapassar alguns “traumas” profissionais e adensam a convicção de que, na Selecção Nacional, outros valores se levantam.

A exclusão de Adrien – um dos jogadores da Liga portuguesa de maior rendimento em 2013/14 – é um verdadeiro escândalo. Aliás, ainda Paulo Bento era técnico do Sporting e já era possível perceber que Adrien não era um dos “favoritos” do treinador.

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Depois de ter realizado uma época “em cheio”, com um registo de 28 jogos, 8 golos e 2459 minutos no campeonato nacional, sendo uma das principais referências da equipa do Sporting, o que pode estar na base da sua exclusão da Selecção e do Mundial? Excesso de concorrência no meio-campo português?

Não me parece que seja o caso, tirando o caso de Moutinho. Vejamos, em termos de utilização:

Não ir ao Mundial já seria uma injustiça, mas chamar João Mário e não chamar Adrien, num lote de 30 pré-convocados, não é critério; é uma provocação. A pergunta é legítima: Que é preciso fazer mais para se merecer a chamada à Selecção Nacional? Vale a pena o esforço?

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Nenhum deles fez parte do lote de 29 futebolistas que estiveram na campanha que levou Portugal a qualificar-se para o Brasil, o que significa que a chamada de João Mário – um atleta com valor, a seguir no futuro – não tem nada a ver com esse critério.

Já não bastaram ódios de estimação noutras campanhas, que enfraqueceram Portugal. A história tinha de se repetir.

Outro caso é o de Danny, um dos jogadores mais influentes do Zenit e um dos mais talentosos da sua geração. Em 6 épocas no clube russo, esta foi aquela em que Danny mais golos marcou – 13 em 26 jogos. Não se entende.

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O caso dos jogadores do Sporting só se torna mais evidente porque Bento convoca jogadores do Benfica menos utilizados. Veja-se o contraste:

Que tem, afinal, Paulo Bento contra o Sporting? Nunca digeriu bem a sua saída de Alvalade?

Uma coisa é certa: Paulo Bento não se rege por critérios de rendimento desportivo. E isso é muito mau, porque a Selecção não se livra de influências exógenas e de interesses associados.

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Aliás, não é nada saudável que o representante do seleccionador nacional seja o representante da maioria dos jogadores convocados.

A renovação do contrato de Paulo Bento, antes do Mundial, dá nisto: “luz verde” para voltar ao seu estilo “impiedoso”.

Paulo Bento é o primeiro seleccionador da história do futebol português de uma FPF quase cem por cento profissionalizada. Não são apenas os treinadores e os jogadores que são profissionais. É toda a estrutura. O presidente é profissional. Os directores são, em esmagadora maioria, profissionais. O peso das associações distritais no peso do futebol profissional diminuiu drasticamente.

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Ainda bem. Longe vão os tempos em que não havia campos para treinar e o apoio logístico era mendigado. O dinheiro da FIFA e da UEFA, que mantém as Federações em actividade em troca do seu alinhamento e subserviência, dá para tudo.

O pós-Madail inaugurou a era das “vacas gordas”, curiosamente num ambiente social de grande austeridade. Para somar a todos estes luxos, a Selecção Nacional conta ainda – em fase de afirmação plena e de liderança incontestada – com “o melhor jogador do Mundo”, Cristiano Ronaldo.

Portugal é ainda o 3.º classificado do ranking FIFA e o 5.º do ranking UEFA. Portugal possui, também, um dos empresários com mais poder no âmbito do futebol internacional, e isso reflecte-se no dia-a-dia dos clubes e da Selecção.

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Curiosamente, à medida que a Selecção Nacional foi reunindo à sua volta melhores condições (só falta mesmo a Casa das Selecções a funcionar em pleno), a... exigência não aumentou.

Queremos ser os melhores em tudo, dá-nos jeito, para efeitos de publicidade e marketing, a bandeira da “excelência”, mas quando chega ao momento de se definirem objectivos, a fasquia é colocada num plano bem mais moderado. Vamos ao Brasil, com o objectivo de passar a fase de grupos. Pois.

JARDIM DAS ESTRELAS

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“Saída limpa”?

O “Golpetegui” – como aqui apelidei o processo que levou Lopetegui para o Dragão – tinha um objectivo bem definido: reaproximar Jorge Mendes do FC Porto para tentar condicionar a sua influência no Benfica. Como? Criando as condições para tirar Jorge Jesus do futebol dos “encarnados”. Operação falhada, já se vê, e Mendes deve estar arrependido de confiar em Luís Campos, que havia sido colocado na órbita do Monaco. Leonardo Jardim vem a seguir: sem representante oficial, mas apoiando-se nalguns expedientes, aceita as condições do Monaco sem pestanejar. Não se pode falar de uma “saída limpa” de Alvalade...

O CACTO

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Falência

Na final da Liga Europa, o Benfica não conseguiu exibir o máximo das suas capacidades, principalmente na primeira parte, mas a verdade é que bastaria a equipa de arbitragem ter realizado uma arbitragem competente e o resultado seria, muito provavelmente, outro. No mínimo, duas grandes penalidades ficaram por assinalar e, no desempate por penáltis, após 120 minutos sem golos, o árbitro e os juízes de baliza deixaram passar duas irregularidades de Beto, premiando a ousadia e “esperteza” do guardião português.

Mais uma final europeia em que se prova que a arbitragem assenta num sistema caduco, ultrapassado e potencialmente corrupto. Até quando?

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