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Quando um treinador se limita a reagir a um golo, estando a equipa há muitos minutos à nora, normalmente não resulta. Foi o que aconteceu no Benfica-Galatasaray. Quique Flores fez uma má leitura de jogo e reagiu de forma tardia à superioridade do adversário. As substituições em pouco alteraram o fio de jogo dos encarnados, que surgiram no relvado ainda deslumbrados com a aproximação à liderança na Liga e os elogios. Outro erro.
Na conferência de imprensa de antevisão do jogo com os turcos, o treinador espanhol foi diplomático. Considerou as duas equipas equivalentes, recusando favoritismos mas a ideia que ficou que é o adversário não foi encarado com o devido respeito. A displicência paga-se caro.
Foi uma noite para não esquecer. Uma exibição pouco própria de uma equipa que mostrava uma maior consistência, como Quique reconheceu, e vivia num estado de graça com a recuperação que fez na Liga .
Acentua-se a tendência para o Benfica não saber reagir a desvantagens, pelo que a principal resposta terá de partir de Quique. A derrota fez renascer fantasmas que o treinador do Benfica tem de enterrar. O mais grave é que podem surgir outros, agravados com o não retorno de avultados investimentos.