Bruno de Carvalho anuncia um Sporting candidato ao título e à vitória na Taça de Portugal, bem como a fazer uma boa figura na Liga dos Campeões, e garante que deu a Marco Silva um plantel com qualidade para lutar de igual para igual com os rivais Benfica e FC Porto. Foram contratados reforços, mas já se tinha visto que nem todos verdadeiramente o eram – apenas Nani, Jonathan Silva e Paulo Oliveira (ou Naby Sarr) são presenças habituais no onze mais utilizado no campeonato e na Champions. Há outros que não são titulares, como Oriol Rosell, mas que têm sido importantes num ou noutro jogo. De resto, a maior parte das caras novas que tinham a obrigação de fazer do Sporting um candidato ao título ao nível de Benfica e FC Porto, nem sequer jogam frente ao Sp. Espinho, último da Série C do Campeonato Nacional de Seniores.
André Geraldes, Ramy Rabia, Simeon Slavchev, Hadi Sacko, Ryan Gauld – todos eles foram contratados no último verão, custaram dinheiro e têm uma coisa em comum: ao fim de 16 jogos, ainda nem sequer por uma vez se sentaram no banco de suplentes da primeira equipa. Junta-se a eles Tanaka, suplente utilizado em duas partidas de Liga (soma um total de 15 minutos), e chega-se à conclusão de que mais de metade dos reforços para esta época não reforçaram nada. Não quer isto dizer que sejam maus jogadores ou que não possam vir a ser úteis ao clube no futuro, mas quer dizer que não são as respostas de que o Sporting precisava no imediato. Ontem, na partida que se anunciava como a mais fácil da temporada, também não puderam mostrar o que valem. Dá vontade de perguntar: se não servirem para defrontar o Sp. Espinho, vão servir para lutar pelo título?
As comparações deixam ainda mais a nu as debilidades deste Sporting. Jorge Jesus foi à Covilhã defrontar um adversário da 2.ª Liga e deixou todos os habituais titulares de fora. Sofreu mais do que estaria à espera, mas venceu e teve a equipa descansada para o encontro seguinte, na Liga dos Campeões.
Por isso, se o Sporting já deu ares de candidato nesta época, sobretudo nos confrontos com os outros grandes, muito se deve a Marco Silva. Ele sim, está a fazer omeletas quase sem ovos.