Com as seis principais ligas europeias praticamente decididas, podemos começar a tirar algumas conclusões da temporada sobre a qual o pano começa agora a cair. Alemanha, Itália e Inglaterra conheceram campeões precoces, com os favoritos Bayern Munique, Juventus e Chelsea a confirmarem os pergaminhos de superioridade dos seus plantéis e dos seus treinadores. Em França, após alguns meses em que o equilíbrio entre os da frente parecia ser a palavra de ordem, o multi-milionário PSG também decidiu as coisas a seu favor sem grandes dificuldades. Por fim, nas duas Ligas mais bipolarizadas da Europa (Espanha e Portugal), Real Madrid e FC Porto ainda alimentam uma réstia de esperança que, no fundo, mais não é do que ficar à espera de um milagre, já que ninguém acredita que Barcelona e Benfica deixem fugir vantagens de 4 e 3 pontos, respetivamente, quando já só há 6 pontos em disputa. Justo ou injusto? Isso é muito relativo, já que a justiça é um termo que deve ser usado com muita prudência no futebol. Prefiro olhar para as coisas assim: embora existissem outros candidatos de enorme valor e igual qualidade, não houve grandes surpresas nos vencedores finais.
Dito isto, podemos centrar atenções na segunda mão das meias-finais da Champions League, onde a Juventus ameaça ser a grande surpresa da prova. Terá o Real argumentos para virar o jogo em Madrid? Acredito que sim, mas sem Benzema, Modric e possivelmente Kroos, as coisas podem complicar-se... No outro jogo, o Barcelona tem o apuramento no bolso, mas 90 minutos na Allianz Arena podem transformar-se num verdadeiro pesadelo. Que o diga Lopetegui e os seus pupilos... Favoritos? Não creio que existam nesta fase da prova, e sejam quais forem os finalistas, estou certo de que Berlim receberá uma final de enormíssima qualidade.