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Sem pensar nas férias

Sem pensar nas férias

Muitos jogadores partiram de férias, já começaram as movimentações do mercado, muito agitadas até para uma fase tão precoce do defeso, mas a época ainda não acabou para a Seleção Nacional. Antes do merecido descanso, depois de uma temporada desgastante para a maioria dos nossos jogadores, a equipa portuguesa tem 3 pontos para conquistar, amanhã, num país onde ainda não conseguiu vencer.

Depois de um tropeção no arranque, o apuramento para o Euro’2016 está agora bem encaminhado e uma vitória na Arménia coloca Portugal praticamente com um pé na competição que se vai disputar em França durante o próximo ano. Poucos seriam capazes de prever um cenário tão risonho há alguns meses. Fernando Santos sabe que para vencer, a sua equipa terá de se apresentar totalmente concentrada no jogo, com um futebol coletivo e dinâmico, que não dê espaço a qualquer tipo de deslize.

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Para além do potencial futebolístico da Arménia, hoje uma seleção bem mais forte e experiente do que em décadas anteriores, com atletas rodados em ligas europeias competitivas, o principal obstáculo que Portugal poderá encontrar é deixar-se cair num jogo típico de final de época, com lentidão de processos, pouca velocidade e imaginação, o que facilitaria a tarefa do adversário e alimentaria ainda mais a vontade deste em surpreender o mundo do futebol perante as conhecidas estrelas portuguesas.

A Seleção Nacional tem por isso de se apresentar com a motivação em alta. Essa força anímica será vital para o desfecho da partida, na qual os portugueses são teoricamente superiores, mas onde só dentro de campo poderão provar que merecem a vitória. Quem entrar no relvado a pensar nas férias, corre o sério risco de perder.

Em cinco confrontos realizados com a Arménia, Portugal venceu 3 jogos na condição de anfitrião e empatou 2 enquanto visitante. Os resultados foram sempre muito equilibrados (diferenças de 1 ou 2 golos) e nunca conseguimos vencer fora, o que é demonstrador das dificuldades que iremos encontrar pela frente. Embora não seja uma seleção de top do futebol europeu, trata-se de uma equipa muito coesa e organizada, que por vezes consegue bater o pé a seleções mais conceituadas como já aconteceu anos recentes com a Itália e a Dinamarca.

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Dada a distância de 4.500 quilómetros e um fuso horário com 3 horas de diferença entre Portugal e Arménia, as dificuldades de adaptação podem também ter contribuído para os dois empates anteriores, já que nestas jornadas para Europeus e Mundiais nem sempre há o tempo necessário para que as seleções se possam ambientar aos territórios onde jogam. Desta vez houve tempo para preparar essa situação. O estágio na Geórgia, país vizinho da Arménia, contribuiu para a aclimatação e serviu ainda para entrosar os elementos mais novos que estão agora a entrar no grupo da Seleção Nacional como Daniel Carriço, Danilo Pereira, André André e Bernardo Silva.

Será interessante ver, sobretudo no jogo amigável com a Itália, como é que se integram estas novas peças na equipa. Esta conjugação entre experiência e juventude será vital para que a Seleção consiga completar a fase de transição que está a atravessar, sem que isso comprometa a sua força competitiva. Foi algo que se viu no êxito do Benfica desta época e que o selecionador Fernando Santos também está a potenciar muito bem na equipa das quinas.

O Craque – Pérola leonina

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É mais uma pérola que parece estar a despontar na academia leonina. A forma como Gelson Martins resolveu a partida dos oitavos de final do Mundial de sub-20 frente à Nova Zelândia, é ilustradora de um jovem com elevado potencial. Um avançado com grande recorte técnico, rápido e que marca golos decisivos, parece querer seguir a linha de outros grandes extremos que saíram de Alcochete. Apontou um golo de trivela para Jorge Jesus ver e, quem sabe, ganhar um lugar na equipa principal do Sporting na próxima época.

A Jogada – Qualidade portuguesa

A seleção portuguesa de sub-20 já garantiu um lugar entre as 8 melhores do Mundial desta categoria. Um brilharete que confirma a qualidade das novas gerações que estão a despontar no futebol português. A par de uma maior atenção dada pelos clubes nacionais aos seus escalões de formação, há um mérito inegável das equipas B, que ofereceram um maior traquejo e maturidade competitiva aos jovens jogadores nacionais nos seus primeiros anos no futebol sénior. Para além da qualidade, que existe em quantidade neste grupo, a diferença de andamento também é essencial.

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A Dúvida – Espaço para os jovens

As equipas secundárias desempenham, como disse acima, um papel relevante na projeção dos jovens atletas. No entanto, por si só, isso não chega. O processo de evolução de um jogador exige que este vá queimando etapas e, chegados a um dado momento, isso só será conseguido se tiverem futebol de primeira liga nas pernas. No entanto, continuamos a ouvir notícias de contratações de jogadores estrangeiros de qualidade duvidosa que acabam por tapar o lugar a estes jogadores promissores. Quando veremos uma maior aposta da maioria dos clubes nacionais em jogadores formados em Portugal?

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