Em mais uma semana em que o futebol português foi intoxicado com as guerrilhas entre Vieira e Veiga/Pinto da Costa, não foi só no âmbito do FC Porto-Benfica que houve sinais de desorientação. Mas vejamos os exemplos:
1) O discurso de Vieira teve como um dos propósitos potenciar a união do grupo de trabalho, o que possivelmente poderá ter conseguido, mas qual terá sido o efeito das mensagens que foi passando nos adeptos? O FC Porto-Benfica não deveria ser uma festa?
2) As instâncias desportivas portuguesas continuam "a deixar andar", ouvem e calam-se. Fazem muito pouco para haja condições para um digno espectáculo e para a responsabilização dos dirigentes incumpridores (tanto nas palavras como nos actos). Quem não soubesse da mudança na Liga de Clubes quase que ainda não tinha dado por ela.
3) Por último, o bom jogo de futebol entre Beira-Mar e Sporting. Pela 1º vez esta temporada, a equipa leonina deixou cair verdadeiramente a protecção que escondia as suas fragilidades, próprias da idade de muitos dos seus jovens talentosos jogadores mas nem por isso desculpáveis. O Sporting esteve duas vezes em vantagem perto do fim e não a conseguiu segurar. Sem tirar mérito a Inácio (que esteve muito bem tacticamente), o empate alcançado pelos aveirenses resultou de desorientações, que, no final das contas, ainda podem vir a penalizar mais os leões.