Surfando

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Sim, o futebol é rei e a as goleadas do Sporting hão de ser de novo tema aqui, pela força e persistência que demonstram no campeonato espetacular que o Sporting está a fazer, sobretudo tendo em conta o orçamento que tem – e o orçamento que outros têm. O baile que deu no Porto e a mão-cheia de golos depois disso merece exaltação. Mas um português foi campeão do Mundo e isso tem de ser realçado e analisado.

Amigos costumam dizer-me, brincando (ou talvez a sério…), que só escrevo no Record sobre outros desportos que não o futebol quando o Benfica perde, como ainda agora perdeu em Braga. Talvez seja coincidência. Ou talvez a verdade seja que acho que falta tempo de antena a quem, noutros desportos, consegue levar o nome de Portugal aos píncaros. Como ainda ontem. Agora, no surf.

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Ontem, na praia de Ribeira d’Ilhas, na Ericeira, Vasco Ribeiro sagrou-se campeão do Mundo de surf júnior. Depois de uma meia-final ganha numa última onda incrível e de uma final arrasadora de ondas quase perfeitas, ambas contra surfistas brasileiros, o miúdo trouxe o troféu pela primeira vez para Portugal. E isso coloca-nos num nível em que nunca estivemos, num desporto dominado aliás por não europeus, mas um nível de que nos aproximamos cada vez mais.

A proliferação de surfistas em Portugal é impressionante, basta ir a uma praia e ver as pranchas na água. E há cada vez mais escolas, cada vez mais formação, cada vez mais aprendizagem. E dado que Portugal tem as condições naturais que tem, outra coisa não faria sentido.

Fecha assim com chave de ouro um mês incrível para o surf em Portugal: albergámos quatro campeonatos, tivemos um campeão e outro surfista português, Tomás Fernandes, chegou à meia-final. Querem mais? Queremos. E, provavelmente, vamos ter. Mesmo entre jornadas mais ou menos ganhadoras no futebol.

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