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O atual modelo de competição da Taça da Liga está esgotado. Aviso de antemão que não sou daqueles que defendem o fim da prova. Acredito no seu valor e acho que esta tem o seu espaço no futebol nacional. No entanto, parece evidente que o formato não está a funcionar como o pretendido, sendo cada vez mais distante o interesse de clubes, adeptos, televisões e patrocinadores.
A Liga de Clubes tem de assumir o desafio de reabilitar e tornar atraente a Taça da Liga. Deixando as coisas como estão, a competição caminhará lentamente para o seu declínio. Basta ver o fraco nível de assistências nesta 1.ª jornada da 2.ª fase de grupos: os 8 jogos disputados tiveram um média de 1500 espetadores por jogo, registo muito baixo para uma etapa que já inclui FC Porto, Benfica e Sporting.
Os direitos de transmissão televisiva são igualmente um problema. Quezílias contratuais à parte, os valores em causa baixaram e o desinteresse das televisões compromete os prémios financeiros que os clubes participantes têm a receber. E reflexo disso, estão a ser transmitidos menos jogos, tal como aconteceu como Nacional-FC Porto, uma situação verdadeiramente incompreensível.
A juntar a isto, há também a dificuldade em arranjar um patrocinador interessado no “naming” da prova. Acaba por ser uma situação de grande importância, já que para além do importante encaixe financeiro que representa, é também uma forma de garantir uma maior notoriedade para a Taça da Liga e envolver os adeptos com iniciativas das marcas patrocinadoras, de modo a levar mais pessoas aos estádios.
Por outro lado, é notória a dificuldade de acesso dos clubes da Segunda Liga às fases mais adiantadas da prova. Nesta atual edição, apenas a Naval conseguiu tal proeza. E sendo um objetivo da competição aproximar os jovens dos escalões secundários das principais equipas do escalão principal, dando-lhes uma maior rodagem competitiva, torna-se difícil fazer isto acontecer. E a lógica de que a Taça da Liga seria também vocacionada para dar espaço aos jogadores jovens dos maiores clubes, parece esvaziada com o surgimento das equipas B, que cumprem esse desígnio com uma eficácia muito maior.
Parece sensato começar a pensar num novo modelo para a competição. Olhando para outros países, o formato é variável. Na Alemanha, a Taça da Liga joga-se na pré-época com 8 clubes, enquanto Inglaterra e França adotam um modelo de eliminatórias. Em Portugal, os moldes atuais são demasiado complexos, com duas fases de grupos, e uma eliminatória pelo meio, até se chegar às meias-finais.
Sem colocar maior carga ao exigente calendário das equipas portuguesas, um formato semelhante ao da Liga dos Campeões, com 8 grupos de quatros equipas a uma só volta, seguindo-se uma fase de eliminatórias entre os vencedores dos grupos, seria um modelo mais interessante, no qual os finalistas fariam 6 jogos no máximo, dando maiores níveis de interesse a esta prova com a entrada das equipas mais fortes desde o início.
Por último, continua a faltar um incentivo que seja capaz de impulsionar o interesse e empenho dos clubes na Taça da Liga. O acesso a um lugar europeu para o vencedor poderia ser um ótimo ingrediente para condimentar a prova, dando motivos para que os clubes mais pequenos se tentem transcender. Esta é uma competição digna e com muito valor. Necessita apenas de ser repensada.
O Craque – Bom de bola e português
Desempenha uma função muito importante em campo e para a qual existem poucas soluções de qualidade, inclusivamente nos 3 grandes. O seu treinador no Paços de Ferreira, Paulo Fonseca, já elogiou André Leão, dizendo que é o melhor médio defensivo português da Primeira Liga. É justo. O trinco de 27 anos é um dos bons valores do campeonato português. É um exímio recuperador de bolas, com qualidade de passe e leitura de jogo. As notícias que dão o Marselha como interessado nos seus serviços, a serem verdade, seriam um prémio merecido para o jogador.
A Jogada – À conquista do México
Depois da investida em Jackson Martínez, o FC Porto parece interessado em continuar a apostar no mercado mexicano. O central Diego Reyes já está assegurado e outros podem vir a caminho. Os portistas têm causado um forte impacto neste país, preenchendo manchetes e capas de vários jornais desportivos nos últimos dias. Está aqui uma excelente oportunidade para o marketing do clube entrar em ação e rentabilizar a notoriedade ganha. O México é um dos países mais populosos do Mundo e tem mais de 112 milhões de habitantes.
A Dúvida – Até onde irá a mão de Jesualdo
Jesualdo Ferreira chega ao Sporting numa altura em que os leões anseiam por um novo rumo. O ex-treinador de Benfica e FC Porto é um profundo conhecedor do futebol, mas experimenta agora novas funções como manager, num clube que muito tem sofrido com as experiências que tem vindo a fazer. Resta saber se será pacífica a sua integração na atual estrutura sportinguista. Como reagirá Franky Vercauteren ao facto de passar a ter um treinador no clube que é seu superior hierárquico? Como se movimentará Jesualdo no mercado de inverno?