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A ambição de Marco Silva sabe bem neste Portugal às vezes tão acomodado. O jovem que se formou no Estoril e agora tenta espalhar magia em Alvalade assume a vontade de vencer em Stamford Bridge. É difícil. Diria quase impossível, mas a verdade é que só colocando a fasquia bem alto é possível alcançar grandes metas. O técnico do Sporting fala em justiça. Se ela existisse os leões já estavam apurados, com o ponto que lhes foi sonegado na Alemanha. Agora, dependem tanto da sorte do Schalke com o Maribor como do desempenho em Londres. Mesmo a segunda equipa do Chelsea é demasiado forte. Então com nomes como Diego Costa, Fàbregas e Matic a coisa fica mesmo complicada. Mas o Sporting já provou ser de Champions. E a Liga Europa já ninguém lhe tira.
Com o FC Porto a cumprir calendário após um apuramento brilhante, o que dizer de um Benfica que com a segunda equipa se bateu de igual para igual com o Bayer? Primeiro, que afinal Jesus tem opções interessantes no banco. Segundo, que os encarnados podiam bem ter discutido a fase de grupos da Champions de outra forma. Terceiro, que uma vitória ou empate no clássico apagará tudo e um desaire levará a outras conversas. No fundo, acredito que Jesus fez mal as contas. Pensou que a gestão chegaria para passar à Liga Europa mas o plano saiu furado. É pena, porque fica uma sensação de desaproveitamento e até alguma leviandade na forma como o Benfica encarou a Europa. É óbvio que a tirada de Lisandro gera sorrisos amarelos – “O Benfica tinha equipa para chegar à final” –, mas são muitos os que acreditam que era possível ter feito bem melhor. A conquista do título legitimará todas as opções, por estapafúrdias que sejam. O falhanço interno obrigará ao divórcio. E podia não ter sido assim.