Adriaanse deu o mote e Ronald Koeman, vendo que o compatriota sobreviveu ao atrevimento, aproveitou a deixa – e desancou os comentadores do fenómeno desportivo, uns beras que tão depressa dizem maravilhas da vida como se queixam de que, afinal, tudo é uma mierda.
Koeman até nem parece um homem do futebol, um jogo de altos e baixos, em que se ganhamos somos magníficos, se perdemos, simples atrasados mentais.
Veja-se o que se passou ontem na Luz: se não fosse aquele golo feliz, à tabela, lá havia outra vez mierda no beco. E o Ronald voltava a ser una bestia.