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Foi espetacular o Sporting-Benfica. Houve emoção, golos (grandes golos), dinamismo, entrega do público. Foi até melhor do que se esperava face ao que vinham produzindo os intervenientes. Não há melhor que um dérbi. Mesmo para o ressurgimento das equipas. Com a vitória dos leões, a Liga ganha ainda mais interesse.
Liedson foi o rei do dérbi. Não há como o Levezinho na Liga Sagres. O avançado leonino, maior carrasco das águias com 10 golos em 12 jogos, não falha na Hora H. A época do Sporting passa muito pelo 31. Com ele em campo a história é outra, como se prova pelos jogos em que não esteve (veja-se receção ao Sp.Braga por exemplo).
Liedson é fundamental no Sporting - o seu esforço e valor devem ser reconhecidos com a proposta de renovação - e muito útil na Seleção Nacional. A utilização de jogadores não nascidos em Portugal na 'equipa de todos nós' é ainda para muitos um 31. Fundamentalmente pela quebra do sentido histórico que isso representa, agregado à ideia de um Estado-nação, que perdeu contornos e sentido.
Presume-se que no seio da Federação Portuguesa de Futebol não existam vestígios deste 'obscurantismo'. Liedson é o avançado que a Seleção Nacional necessita.
Tem valor - único fator que deve ser inquestionável na hora de fazer as convocatórias - que sobra para estar entre as escolhas de Carlos Queiroz. Daria garantias de produtividade, que agora todos aceitam que não existam. Todos os outros argumentos utilizados pelos que são contra cairão por terra mais ou cedo ou mais tarde, com ou sem Liedson.