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Tendo em conta o que se tem visto nos últimos tempos, o duelo entre Sporting e Benfica dificilmente poderia ser um grande espectáculo futebolístico. É que se as equipas de Paulo Bento e Camacho poucas vezes jogaram bem esta temporada, as derradeiras apresentações (excepção feita à eliminatória dos leões com o Basileia, na Taça UEFA) têm sido mesmo muito fraquinhas...
Sabendo-se, ainda por cima, que as duas equipas lutam desesperadamente pela conquista do segundo lugar - o dinheirinho da Liga dos Campeões (mesmo que após 6 jogos se passe para a UEFA ou se veja o resto da época das competições internacionais no sofá) tem o mesmo peso financeiro que a conquista do título - só por milagre a partida de Alvalade podia ter sido efectivamente bem jogada.
Mas, se se viu escassa qualidade no reduto dos leões, pelo menos houve emoção, empenho e atitude de parte a parte. O problema é que esses são atributos normais em equipas... normais. As boas, aquelas que discutem efectivamente os títulos, mostram outra classe, virtuosismo e eficiência.
Perante tudo isto, já se aguardava que o empate seria o desfecho provável. Mas podia ter sido diferente. Para que tal sucedesse, o Sporting teria de ter capacidade para gerir um golo obtido logo de entrada e, mais tarde, devia ter sido incisivo em explorar a infererioridade numérica do adversário. Já o Benfica, para vencer, não devia ter ficado à espera do opositor nos primeiros minutos. E depois do empate, mais do que voltar a ser conservador - gerindo a posse de bola - precisava de ser astuto no aproveitamento do esperado adiantamento leonino.
Mas, como não poderia deixar de ser, leões e águias foram apenas iguais a si próprios, comprovando, pela enésima vez, que o título só podia ir parar às mãos do FC Porto. E mais: que o acesso à Liga dos Campeões (e mesmo à Taça UEFA) vai ter de ser disputado por ambos e por mais uns quantos "outsiders".
Para completar o triste ramalhete de um dérbi que, para a história, apenas irá passar o resultado final (e a estreia de Rui Costa a titular em Alvalade com a camisola encarnada), não podia faltar uma arbitragem a condizer: fraquinha. O penálti de Léo sobre Vukcevic é bem claro, o mesmo não se podendo dizer do vermelho directo a Nélson.