_
Custa entender como é que o FC Porto disse adeus à Liga dos Campeões. O Shalke, sendo uma equipa interessante, nunca mostrou ser mais forte que os dragões. Só que, ao invés do que sucede nas provas nacionais, os pupilos de Jesualdo Ferreira deram autênticos pontapés na sorte e, contra as previsões, ficaram arredados da prova milionária.
A habitual eficiência portista foi trocada por um sem número de oportunidades desperdiçadas. No tempo regulamentar e no prolongamento. Só Tarik e Quaresma falharam golos mais que feitos. E, depois, na lotaria das grandes penalidades, a sorte esteve sempre do lado dos germânicos, mais concretamente do "keeper" Neur que foi simplesmente brilhante, defendendo o possível e o impossível.
A presença lusa na Europa está agora confinada a Benfica e Sporting. Os rivais de Lisboa, mesmo tendo adversários de qualidade pela frente e não vivendo um período de grande fulgor, podem e devem assumir o objectivo de continuar na Taça UEFA. Mais que não seja porque do lado contrário estão equipas com pouco ou nenhum historial na Europa futebolística. Isso pode não significar muito, mas é alguma coisa. Convém é que os portugueses não fiquem "encolhidos" à espera de algo. Não é pelo facto do Shalke ter eliminado o FC Porto sem o merecer que a alta competição passa a ser mais benovelente com os embleamas que menos procuram a vitória. Ter uma atitude (e uma postura) ganhadora é meio caminho andado para o sucesso. Milagres como o de Nuremberga, por exemplo, não acontecem todos os dias...
PS - Depois de Mike Plowden, o basquetebol português viu partir outra figura que muito fez pela modalidade. O "Zé Bomba" era dado a excessos, mas o maior era, indiscutivelmente, o amor que tinha a este desporto fantástico. Hoje, já são poucos os "carolas" desta estirpe. No basquetebol e não só...