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Bastaram 3 jogos para que as críticas se levantassem em torno da Selecção Nacional que vão de encontro à forma dos portugueseses verem o futebol. Passa-se da euforia à depressão num piscar de olho.
Com Scolari, a Selecção Nacional nem sempre jogou bem. A fase de qualificação para o Euro'2008 foi difícil, também se teve de fazer contas e chegados à Suíça só o optimismo exagerado fez com que se alimentasse o sonho da chegada à final. Portugal terminou o grupo a perder e a jogar mal e frente à Alemanha mostrou que lhe faltava estofo para ser campeão. As fragilidades ficaram nessa altura vísíveis aos olhos de todos.
Nessa perspectiva, não há assim tantos "pecados" a apontar a Queiroz. Sem falarmos nas lesões, o reajustamento de uma equipa não se faz de um dia para o outro. Há jogadores à procura do seu espaço e ainda falta - como se viu aliás no Euro'2008 - um jogador com o estatuto de Pauleta ou Figo, para ser uma espécie de braço direito de Queiroz na construção do grupo.
O problema é que Queiroz vive com a sombra de Scolari. Os adeptos gostavam do agora treinador do Chelsea por lhes tocar no coração, por fazer com que se sentissem determinantes no sucesso da equipa. Queiroz - técnico de indiscutível valor - tem outro discurso, é "mais científico" e não cria tanto apego.
Quando Queiroz assumiu de forma muito clara que o empate com a Suécia era bom - ainda para mais depois de uma derrota com a Dinamarca em casa - deu um passo em falso e que podia ter evitado porque o descrédito é uma espécie de epidemia que atinge indiscriminadamente e com efeitos desvastadores.