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Se os jogos se ganhassem só na guerrilha psicológica, o Braga já entrava à frente no jogo de hoje da Luz. Um teórico ligado ao clube líder do campeonato resolveu desancar os jogadores do Braga. Pôs mesmo em causa a atitude competitiva dos atletas do Minho, nos seus confrontos com o FC Porto. Se nos cingirmos ao jogo mais recente, na passada semana, o néscio foi de uma profunda injustiça para com atletas que deixaram tudo em campo, apenas vergados à superioridade do adversário.
Esteve muito bem Sérgio Conceição, a lembrar o Mourinho dos melhores dias, ao disparar para cima, com o dedo na ferida aberta no orgulho dos seus guerreiros. Não precisava o Benfica de tão desastrada ajuda para um dos mais difíceis jogos nesta caminhada para o título.
O Benfica é, como foi o Porto, há uma semana, gritante na sua superioridade. Mas estádios cheios de euforia, perante adversários unidos e competentes, tendem a tolher os movimentos dos futebolistas favoritos.
Vamos ver como evolui hoje o jogo, na certa premissa de que a estratégia de Sérgio Conceição não andará longe da montada sem êxito frente ao rival do Benfica. Conceição privilegia, nestes momentos de máxima competição, uma equipa combativa, que destrua tudo o que dá esperança ao adversário. Nesta montagem italiana da estratégia, homens como Alan, por exemplo, não cabem. E a agonia gerada ao espetáculo só termina quando a equipa sofre um golo. É um jogo de nervos o que Conceição monta, tão diferente do que o técnico era como jogador – corajoso, tecnicamente dotado, incapaz do cinismo de não atacar com força.
Tal como o FC Porto, o Benfica é muito superior ao Braga. Mas a longa língua da ignorância futebolística de um vice-presidente do Benfica desceu como inesperada aliada do forte grupo do Minho. Vamos ver o que o jogo dita.