Ter o título à mercê quando estão decorridas apenas 18 jornadas da Liga é algo que não caberia nas perspetivas mais otimistas de Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus. Vencer hoje em Paços de Ferreira dará uma vantagem tão confortável ao Benfica, que se torna difícil acreditar que a conquista do campeonato possa fugir. Um feito importantíssimo para a liderança encarnada, marcante para presidente e treinador, dois aliados que se digladiam mas vão caminhando juntos. E ganhando. Sendo assim...
Obrigatório tocarem os sirenes de alarme no Dragão. Após os acontecimentos de Braga, um FC Porto digno desse nome venceria na Madeira fosse como fosse. Falta algo a este grupo. Investimento não é. Mística, suor ou treinador? É necessário diagnóstico e medidas urgentes.
Motivos para sorrir têm também Bruno de Carvalho e Marco Silva. Seja juntos ou separados. O primeiro vê o plantel mais barato dos três grandes a bater-se em todas as frentes e a um ponto do acesso direto à Liga dos Campeões. O segundo porque tem um grupo de jogadores que o seguem para onde for, que vai disfarçando limitações evidentes e resiste até a uma dupla de centrais com talento mas demasiado jovem. Mais um ponto do que Leonardo Jardim é obra. Mais uma.
A arbitragem tem estado debaixo de fogo nos últimos tempos. No Dragão e em Alvalade acredita-se que o Benfica é levado ao colo, na Luz, como as razões de queixa não têm sido muitas, o silêncio tem sido maior. O adeus de Pedro Proença não é uma boa notícia para o sector. E atuações como as de Cosme Machado também não. O problema é que os discursos de ódio têm custos. E as ameaças a Capela e a casa vandalizada do Collina português merecem atenção. Antes que seja tarde.