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Uma vitória agridoce

Uma vitória agridoce

À exceção de Nani, Carrillo é há muito o jogador com mais capacidade de desequilíbrio do plantel do Sporting. Ontem, por exemplo, após a saída por lesão do craque vindo do United, vestiu-lhe a pele, marcou um golaço e ainda fez duas assistências.

Dirão os mais críticos que o peruano é inconstante. Ou que às vezes não se esforça. Esquecem-se da idade. Ou que se o extremo fosse perfeito provavelmente já não andaria por estas paragens. Prefiro talentos intermitentes no futebol português do que craques de outro mundo lá fora. Assim posso vê-los a cada fim-de-semana. Espanta-me um pouco a falta de paciência de alguns em Alvalade quando perante o talento. Foi assim, por exemplo, com Pedro Barbosa, Nani e mesmo Rui Patrício. Todos eles, entendo, craques.

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A eventual ausência de Nani em Londres é um golpe rude para Marco Silva. O internacional português dá outra dimensão ao futebol leonino e nunca se esconde, principalmente quando os jogos têm maior nível de dificuldade. Pior ainda para o técnico se a lesão é grave e o período fora de campo se alarga. Por muito talento que tenham Carrillo e Mané ou vontade tenha Capel, não há igual em Alvalade. Provavelmente em Portugal. Marco tem feito alguns milagres, mas este caso é mesmo complicado.

O Sporting sofreu no Bessa o 5.º autogolo da época. As deficiências no setor mais recuado são notórias e a ausência de mão de obra qualificada no centro da defesa já crítica costumeira. Paulo Oliveira parece ser o único central com quem realmente se pode contar. Precisa de um jogador experiente e com provas dadas ao seu lado. Que saiba comandar o quarteto defensivo e permita ao jovem que veio de Guimarães tornar-se num pilar. Sem isso será tudo muito, mas muito, mais difícil.

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