Junto esta voz às que, de vários quadrantes, defendem que os clubes, em especial os grandes clubes, se devem entender e trabalhar em conjunto nos grandes dossiês do futebol nacional.
A quem serve a incapacidade de concertação interna no sector futebol? Aos clubes e respetivas SAD, não é certamente. Em frente ao Estado e ao seu poder cego, por exemplo, alguém do futebol fica mais forte para negociar se os três grandes clubes não aparecerem unidos? Nos fóruns do futebol europeu e mundial, até na internacionalização da marca “futebol português”, principalmente para África, quanto haveria a ganhar com uma capacidade mínima de aliança e comprometimento mínimo?
A competição dentro de campo, a luta pela vitória, é outra conversa e em nada ficaria comprometida com a partilha de esforço em dossiês de interesse comum.
Na atual situação – e não me recordo de outra forma de estar nas últimas décadas –, os três grandes clubes lembram a História do crescimento do império romano. Porto, Benfica e Sporting escolhem o papel de tribos atrasadas e desavindas, facilmente esmagadas por qualquer adversário forte, disciplinado e monolítico.
P.S. – Nani, Brahimi e Talisca são raios de talento luminoso na nossa Liga. Jogadores de topo em qualquer campeonato, inglês, espanhol, alemão.
As equipas portuguesas continuam muito acima do que este Estado perdido do interesse geral e os governos que o embalam merecem.
Algumas frases para Nani: encontrou a confiança em Alvalade. Parece ser o tipo de jogador que só brilha se for a indiscutível primeira estrela. Ainda está a tempo de corrigir este detalhe de personalidade que o impede de explodir na Seleção Nacional ou em clubes de topo mundial.