Vale em Alvalade

Vale em Alvalade

Teme-se uma reedição das circunstâncias que levaram à eleição de Vale e Azevedo.

Numa jornada em que os dois candidatos ao título tropeçaram num cúmulo de erros próprios, o Sporting acentuou a sua atual tendência para a desgraça. Já aqui o afirmei – o problema do Sporting é de liderança. Se mais provas fossem necessárias, a excelente entrevista que Record conseguiu com Godinho Lopes seria a definitiva.

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Como pode um presidente ainda em exercício bombardear o seu próprio exército com declarações como as contidas na entrevista a Record? Como pode um presidente do Sporting acenar com o nome de Jorge Jesus, tendo a sua equipa concentrada para um jogo em casa?

Em todo o seu mandato, Godinho Lopes foi um implacável exterminador de projetos técnicos. De Domingos Paciência a Jesualdo Ferreira, todos os treinadores já sentiram o desastre que se lhes abate de cima. Felizmente as eleições são já no próximo mês, mas, até lá, Godinho Lopes ainda terá tempo para marcar mais alguns golos na própria baliza.

Neste mesmo espaço defendi a eleição de Godinho Lopes como mal menor, por oposição ao perfil do outro candidato de então – Bruno de Carvalho. Continuo a achar que o dito Bruno de Carvalho representa um populismo de pontapé para a frente, que só pode fazer ainda pior ao Sporting. É necessário, porém, que apareça um projeto com cabeça – aceitação financeira –, tronco – capacidade de gestão na área do futebol –, e membros – penetração nas bases; que possa fazer frente a uma falange que se manteve organizada desde o último ato eleitoral. Sem abusos de analogia, esta situação do Sporting faz temer uma reedição daquela época do Benfica que permitiu a subida ao poder de Vale e Azevedo.

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Com os resultados que se conhecem.

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