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Carlos Pinho está indignado com o Sporting. O comportamento do banco, de Octávio, tudo serve para alimentar queixas que, no fundo, se prendem com a dor causada pela derrota já inesperada, infligida pelo golo de Slimani. O líder do Arouca também não consegue engolir o penálti não assinalado por Cosme Machado. Já aí não pode culpar os leões.
Para soar de forma credível, ajudaria Carlos Pinho penitenciar-se pelo comportamento de Lito Vidigal. Não. Prefere vitimizar o treinador. Mal. O que Lito fez foi dos acontecimentos mais graves que se viram em Arouca. Entrou em campo, meteu-se com o jogador do Sporting e potenciou tudo o que depois se veio a verificar. Pior, acabou por não influenciar apenas o jogo de Arouca como o dérbi, pois a reação do brasileiro afasta-o pelo menos do confronto com o Benfica. É uma pena, mas grandes e pequenos, em Portugal não conseguem ver mais do que um só lado da barricada. Soam mal. E não mudam nada.
Record tem hoje uma bela entrevista com Miguel Oliveira, o jovem a quem faltou um danoninho para ser campeão Mundial. Diz quem sabe que qualidade não lhe falta, espírito tem para dar e vender e se houver moto a sério, que pode vir a dar-nos grandes alegrias. Era bom. Se não, que não faça pelo menos as figuras tristes dos grandes Rossi’s, Marquez e Lorenzo’s. Estragam tudo.
É difícil saber para que servem os próximos jogos da Seleção Nacional. E quem manda naquilo tudo. Uma das coisas que se percebeu durante a caminhada para o Euro, brilhante em termos de resultados, foi que Fernando Santos ainda não sabe bem qual o melhor papel para CR7. Não está. Vamos é ver Lucas João, Ricardo Pereira e Guedes. Ok...
Por Bernardo Ribeiro