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Vieira nas mãos de Camacho

O presidente do Benfica apostou forte quando, numa decisão que sempre assumiu como pessoal, arriscou colocar Fernando Santos à frente da equipa. A maioria dos adeptos não concordou mas, a forma célere e surpreendente como o líder restituiu credibilidade ao clube, justificava o voto de confiança... no presidente.

Depois de uma temporada cinzenta, onde Santos só apresentou a vitória no Torneio do Dubai (sem marcar golos) como coroa de glória, Vieira voltou a não escutar as vozes críticas, mantendo o engenheiro no seu posto. Facilmente se percebia que a corda, mais tarde ou mais cedo, iria rebentar. Poucos esperavam é que o estoiro sucedesse tão depressa.

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Camacho, outra aposta pessoal de Vieira (embora esta com o apoio generalizado das bases), veio à pressa tentar apagar um "incêndio" com várias frentes. A missão já se sabia complicada, mas está a tornar-se hercúlea. O homem não escolheu o plantel que tem à sua disposição; não fez a pré-temporada; chegou com várias pedras importantes lesionadas e, claro, já não encontrou um tal de Simão no grupo. Perante este cenário, o espanhol só quer tempo para poder trabalhar. O problema é que os dias vão passando e com eles só chegam mais empates e derrotas.

O murciano diz-se desiludido com a pressão que encontrou neste segundo ingresso na Luz. Terá alguma razão, embora as opções discutíveis (escolhas antes e durante os jogos) mereçam, de facto, aceso debate. Mas, o mais curioso, por agora, é ver que Vieira - surpreendentemente muito discreto nos últimos dias - começa a ser contestado pelos sócios e simpatizantes encarnados.

Ao não prescindir de Santos quando devia, o líder passou a estar em situação delicada, agravada com a chuva de resultados desastrosos. Se esta onda negra se mantiver sobre a Luz, não será Camacho o único a sofrer consequências. Os jogadores já começaram a ouvir assobios, mas as críticas à gestão desportiva de Vieira estão aí, conforme se pode atestar por muitos comentários recentes aqui no Record Internet.

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