O Benfica conseguiu ontem algo de notável e que deve encher de orgulho adeptos, dirigentes, técnicos e jogadores. A proeza não está somente na passagem à fase seguinte da Liga dos Campeões nem na vitória caseira frente ao Manchester United. Reside principalmente no ultrapassar de uma série de vicissitudes que condenavam à partida os encarnados a mais um insucesso europeu.
Sem Moreira (e com Quim a queixar-se lance após lance), Manuel Fernandes, Karagounis, Simão e Miccoli, todos lesionados, e após sofrer um golo tão madrugador quanto frio e estúpido, o Benfica surpreendeu os mais optimistas. Geovanni e Beto, cuja produção roçava a mediocridade num passado recente, operaram a reviravolta e deram razão a Koeman no dia que visitou a redacção do Record por ocasião do 56º aniversário do nosso jornal.
O holandês revelara, aliás, uma crença inabalável e nós prometemos que lhe faríamos a vontade, colocando a expressão “Noite de glória” em manchete. Koeman cumpriu a parte dele e nós a nossa. Com todo o gosto.