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Carlos Ribeiro
Carlos Ribeiro Professor Universitário

Antifutebol

Após um triunfo categórico diante do rival, regressar a casa deveria ser sinónimo de o capitalizar, mesmo que a expressão ‘Lar doce lar’ pareça fazer cada vez menos sentido quando quase o dobro dos pontos foi conquistado fora do D. Afonso. A falta de eficácia foi um dos pecados maiores num jogo onde o que se fez deveria ter sido suficiente para se ser feliz. Uma vitória travada pelos postes e acima de tudo pelo antifutebol, que encontrou nos madeirenses, e no árbitro, exemplos maiores do pior que tem o futebol português.

O Marítimo não quis jogar, e Rui Costa (que também fez vista grossa a um penálti) foi sempre o principal responsável pela forma como o antifutebol se tornou no anticlímax do espetáculo de sábado à tarde. Com um critério disciplinar medíocre beneficiou-se quem se preocupou sempre em travar o futebol, e com uma permissividade típica do futebol português acolheu-se quem do antijogo fez a regra e não a sua exceção, com apenas quatro minutos de compensação, apesar das paragens e de seis substituições

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Numa altura em que o ‘olho de falcão’ ou o ‘vídeo-árbitro’ fazem as delícias da opinião pública, preocupa-me mais a ‘dualidade de critérios’, a complacência dos nossos árbitros com o antijogo ou as equipas que privilegiam o antifutebol. É que, perante isso, não será a tecnologia a conseguir salvar o futebol. Vai ser mesmo preciso competência.

Por Carlos Ribeiro
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