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Um dia Mark Twain terá dito sobre notícias a circular que davam conta da sua morte: "As notícias sobre a minha morte são manifestamente exageradas." Talvez se adeque ao cenário de crise do Vitória que se foi formulando. Em crise, partíamos para esta jornada em quarto lugar e com um pé na final da Taça de Portugal. Em crise, saímos de Alvalade com uma exibição de grande nível. Com a atitude que sempre procuramos no Vitória, com uma prestação afirmativa, corajosa e convincente – onde só faltou uma melhor definição no último passe na primeira parte – que até me fez terminar o jogo em Alvalade e achar que o resultado soube a pouco.
Seja como for, num pormenor o Sporting triunfou. Na forma como Jorge Jesus condicionou o árbitro na antevisão da partida, provocando que durante o jogo uma névoa se acercasse dos olhos de toda a equipa de arbitragem, incapaz de ver (pelo menos) o derrube de Esgaio sobre Hernâni. Mesmo assim, não houve quem vergasse os conquistadores.
O empate não sabe a mais do que é. Um ponto somado. Mas, tal como escrevi na última semana, os pontos e as exibições tornarão o Vitória mais forte e ao nível do que já vimos esta época, capaz de garantir os objetivos a que se propôs. Com Marega de regresso aos golos, com Rafael Miranda de regresso à competição e com os mais recentes reforços capazes de, mais entrosados, oferecerem aquilo do que são capazes.
Por Carlos Ribeiro