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Carlos Ribeiro
Carlos Ribeiro Professor Universitário

Dia 13... e às escuras

Dizem que o 13 traz azar. No Vitória, arriscamos algo pior: votar às escuras.

Entramos num período eleitoral decisivo, mas com um detalhe curioso ou preocupante. A direção decidiu que os esclarecimentos sobre a situação financeira só chegam depois de validadas as candidaturas. Traduzindo: primeiro avança-se, depois logo se vê ao que se vem.

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É uma espécie de prova de fé. Quem quiser liderar o clube tem de dar o passo… sem saber exatamente onde pisa. E os sócios? Esses escolhem com base no que lhes contam, não necessariamente no que precisam de saber.

Ora, eleições não são um jogo de adivinhas. Não se constrói um projeto sólido sobre incógnitas, nem se reforça a confiança escondendo informação até ao último momento útil. A transparência não é um detalhe processual. É o ponto de partida.

Num clube que tantas vezes se orgulha da sua identidade, pedir clareza não é criar instabilidade. É garantir responsabilidade.

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Talvez o problema nem seja o dia 13. Talvez seja mesmo irmos a votos como quem compra um bilhete sem saber o destino.

E isso, mais do que azar, é escolha, mas uma escolha mal informada. O que estamos a pedir é um exercício de irresponsabilidade por parte de quem quiser fazer parte da solução, e isso é, no mínimo… também irresponsável.

Por Carlos Ribeiro
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