Provavelmente não haveria contexto mais difícil para jogar na Luz a correr o risco de acabar ‘atropelado’ pelo vendaval de quem estava a três pontos de ser campeão. Provavelmente. Como provavelmente não seria fácil o Vitória deixar uma imagem pior, tão diferente de tudo o que fez ao longo da temporada. Pedro Martins resumiu aliás de forma implacável o encontro: "Pela frente estiveram o melhor Benfica da época e o pior Vitória da época". Sem tirar nem pôr. Partilho também da mensagem escrita por Zungu nas redes sociais, de que "muitas vezes as mais importantes lições de vida, são aquelas que se aprendem da maneira mais difícil".
Esta foi, efetivamente, uma lição dura, pela incapacidade de sequer equilibrar, de sequer lutar, de sequer parecer existir. Passaremos agora pelo desânimo habitual. Esquecendo que em 2013 perdemos as duas últimas jornadas do campeonato. Esquecendo até que nessa mesma temporada perdemos 3-0 na Luz e 4-0 em casa, perante o mesmo adversário que derrotariamos na final do Jamor. Esquecendo tudo aquilo que fizemos até hoje no campeonato e que nos tem enchido de orgulho. A lição foi dura, sim. Mas foi apenas isso. Que sirva essencialmente para que os jogadores percebam que em todos os jogos se têm de transcender. Que têm, acima de tudo, de nos orgulhar, pois é esse orgulho que queremos ver firmado nas duas próximas finais contra este mesmo adversário.