Há semanas em que se percebe pouco do Vitória. Esta foi mais uma.
Depois do empate com o Alverca, começa a tornar-se difícil encontrar explicações novas para um filme que se repete.
Durante muito tempo dizia-se que o problema eram os jogos fora. Agora, nem fora nem dentro parecem oferecer garantias. O que sobra é uma sensação estranha: este Vitória parece crescer quando o adversário é maior e encolher quando o jogo, à partida, parecia mais acessível.
Curiosamente, nem é uma leitura apenas de bancada. O próprio Luís Pinto admitiu no final do jogo que a equipa não conseguiu mostrar aquilo que tantas vezes apresenta contra adversários de outra dimensão. Ou seja, não é impressão: são mesmo duas versões da mesma equipa.
No futebol costuma fugir-se a certas palavras porque são pouco elegantes nas conferências de imprensa. Mas, às vezes, tudo se resume a isso: atitude, concentração competitiva, capacidade de correr mais do que o adversário e não o deixar respirar. Quando o Vitória joga assim, disfarça muitas suas fragilidades. Quando não joga, fica exposto. E, exposto, percebe-se melhor o que o plantel tem e o que não tem.
O problema é que o campeonato também se joga nos dias banais. E são precisamente esses que têm custado mais. Porque, na batalha dos iguais, a consistência faz toda a diferença. Infelizmente, essa continua a ser a arte mais difícil deste Vitória.
Nos Açores joga-se mais um capítulo deste campeonato. Resta saber qual das duas versões do Vitória vai apanhar o avião.