Carlos Ribeiro

Carlos Ribeiro Professor Universitário

A ordem

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Há razões para preocupação. O arranque é o pior dos últimos largos anos: cinco pontos em oito jornadas, cinco golos marcados e quatro derrotas fora. São sinais que nenhum vitoriano pode ignorar. Registos semelhantes obrigam a recuar a 2011/12, 2005/06 e 2003/04, respetivamente.

 As preocupações estendem-se para fora das quatro linhas. As próximas Assembleias Gerais colocam os sócios perante decisões importantes. Primeiro, a 30 de outubro, a transmissão de 17% da SAD à V Sports e a autorização para alterações ao pacto social. Só a 6 de novembro serão apreciadas as contas, apesar de os Estatutos fixarem 31 de outubro como prazo. E, nestas matérias, a ordem importa.

 É como comprar um carro em segunda mão sem consultar o seu histórico: sabemos o preço e vemos aquilo que nos mostram, mas desconhecemos o estado real, os quilómetros e os problemas que podem aparecer depois. É precisamente por isso que a ordem importa.

 Muitas dúvidas poderiam ser afastadas com a publicação integral da documentação, incluindo a relativa ao pacto social, ou até pelas explicações do presidente da mesa da assembleia-geral. As sessões de esclarecimento, entretanto conhecidas, saúdam-se e podem ser uma oportunidade para abordar tudo com frontalidade e transparência.

 No para-arranca do campeonato, chega a Taça de Portugal. A viagem começa num palco onde a festa pode encontrar o seu verdadeiro sentido. Mais importante será honrar o adversário, respeitar o jogo, defender o emblema e seguir em frente.

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