Carlos Ribeiro

Carlos Ribeiro Professor Universitário

Em stand by

Há coisas em Portugal condenadas à eternidade da discussão. O aeroporto é uma delas. Os estatutos do Vitória, perdoem-me o exagero, arriscam tornar-se outra. 

Sempre que muda uma direção, parece legítimo deitar fora trabalho feito e recomeçar do zero, como se a modernização institucional fosse um capricho e não uma necessidade. Mas um clube não pode viver refém de ciclos curtos, egos longos e reformas adiadas. 

Não é particularmente saudável que um clube possa, por hipótese, eleger um presidente com o apoio de uma minoria expressiva. Sobretudo num Vitória que viu um presidente eleito com mais de 90% dos votos sair apenas um ano depois. Em momentos de fragmentação, talvez faça sentido pensar em mecanismos que garantam uma legitimidade maioritária mais robusta.  

Entretanto, vivemos em suspenso. Um Vitória em stand-by, à espera de perceber o que vem a seguir. Que a campanha sirva para esclarecer. Sem ruído, sem bots, com ideias e verdade. E, acima de tudo, sem cavar trincheiras que tornem ainda mais difícil a missão de quem for escolhido. 

Num registo bem mais feliz, aplauso ao Polo Aquático do Vitória, bicampeão nacional e motivo de enorme orgulho para o clube. E aplauso também a quem leva o nome de Guimarães mais longe: Vítor Campelos, campeão na Eslovénia, e Alex Costa, brilhante no Amarante, campeão da Liga 3 e protagonista de uma subida histórica ao futebol profissional. Talento vimaranense, do melhor.

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