Carlos Ribeiro

Carlos Ribeiro Professor Universitário

Entre ensaios e exigência

Adicione como fonte preferencial no Google

Nem sempre os ensaios dizem tudo, mas também não dizem nada por acaso. Portugal deixou sinais pouco consistentes nos dois últimos jogos antes do Mundial. Muitas alterações, pouca estabilidade e a sensação de que se testou mais do que se consolidou. Percebe-se a intenção, mas a antecâmara de um Mundial talvez exigisse maior clareza. A exigência do grupo não é muita, é verdade, mas gato escaldado... 

Portugal tem, provavelmente, uma das melhores gerações de sempre. E isso, embora traga conforto nas escolhas, traz responsabilidade. Quando é difícil escolher, é porque o nível é alto. E, quando o nível é alto, a exigência tem de acompanhar. Esta equipa tem de valer mais do que aquilo que mostrou. 

No plano interno, o Vitória regressa após a paragem com pouco espaço para dúvidas. A época tem sido irregular e o jogo com o Tondela pode não resolver tudo, mas pode dizer muito. Ainda na ressaca da saída de Luís Pinto, há duas jornadas, e das suas declarações, reafirmando que “tinha condições para continuar”, seguem-se agora exames para terminar a temporada com outra imagem. Passou mais uma semana e não altero o sentido do que aqui escrevi. Mais do que resultados, falta discutir o essencial. Continuar a adiar essa conversa é o maior erro. 

Há, ainda assim, sinais positivos. No polo aquático, o Vitória voltou a conquistar a Taça de Portugal, confirmando o domínio na modalidade. No voleibol, o regresso às decisões do campeonato devolve ambição a uma secção com tradição. Parabéns.

Deixe o seu comentário
Assinatura Digital Record Premium

Para si, toda a
informação exclusiva
sempre acessível

A primeira página do Record e o acesso ao ePaper do jornal.

Aceder

Pub

Publicidade