Carlos Ribeiro

Carlos Ribeiro Professor Universitário

Três pontos, pois sim

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Contra o Nacional, fomos melhores. Tivemos mais oportunidades e argumentos para resolver cedo uma partida que entrou naquele território pantanoso onde um lance fortuito pode transformar domínio em lamento. Não aconteceu. Mas podia.

Dos reforços, ainda só conhecemos alguns em competição. Doucet parece ter chegado sem necessidade de grande adaptação e o guarda-redes Zych também tem deixado boas impressões. Ambas são boas notícias. Os restantes terão de aparecer antes de fazermos avaliações de pré-época com conclusões de dezembro. É verdade que todos temos um treinador de bancada dentro de nós. Felizmente, só um treina. A Tiago Margarido cabe agora transformar convicções em eficácia.

Uma coisa parece clara: o novo treinador quer impor as suas ideias e, sobretudo, um futebol positivo. É uma ambição que merece aplauso. Mas o futebol, como a vida, não se alimenta apenas de boas intenções. É preciso mais onde a coruja dorme e, sobretudo, mais no último terço. Continuamos com pouco faro de golo e, quando a baliza se abre, hesitamos demasiado.

E depois vem o Braga. A matemática não muda: valem três pontos, como todos os outros. É o discurso que tem de sair de dentro para fora. Nós, cá fora, podemos dispensar a diplomacia: sabemos, eles sabem, todos sabemos que não é apenas mais um jogo. Ainda para mais num arranque de época. São três pontos, pois sim. Mas há jogos que começam a escrever a época antes de escreverem a tabela.

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