Carlos Ribeiro

Carlos Ribeiro Professor Universitário

Verdade antes do voto

Se há palavra que parece dominar o momento, é “tacticismo”. Não sei se se aplica ao futebol, mas encaixa demasiado bem no que rodeia o clube.

Passou mais uma semana e continuamos com poucas respostas sobre o que realmente importa. Sabemos apenas que o futuro será decidido a 13. Uns dirão que é número de azar, outros preferem acreditar na sorte. A verdade é que, para já, pouco mudou. Silêncio. Nem o presidente da Assembleia Geral se pronuncia, nem surgem detalhes sobre a real situação financeira do clube. 

Este é o tempo da discussão. Mas não pode voltar a ser o tempo da ilusão. Esse já nos custou demasiado. Prometer “mais” sem garantir o mínimo deixou de ser aceitável. E talvez esta seja, hoje, a única prioridade séria: assegurar o essencial, mesmo que isso obrigue a enfrentar a realidade em pleno arranque de época. 

São as dores da democracia, dir-se-á. São. Mas democracia sem transparência é apenas um exercício incompleto. Nos próximos dias, mais do que nomes, esperam-se soluções.  

Entretanto, dentro de campo, o Vitória fez um dos jogos mais consistentes das últimas semanas e venceu em Barcelos. Um contraste curioso. E depois há o resto. 25 euros para ver um Gil Vicente – Vitória. Não é detalhe, é sintoma. De um futebol que insiste em afastar quem o sustenta. De dirigentes que falam muito do jogo, mas parecem perceber pouco do produto. 

No fim, tudo se resume ao mesmo: sem verdade, não há futuro. Nem fora, nem dentro de campo.

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