Emanuel Melo
Emanuel Melo Assessor de imprensa

 Um SL Benfica a perder gás… ou uma firme aposta na ‘prata da casa’?

A entrada de Roger Schmidt como treinador do SL Benfica configurou uma autêntica pedrada na letargia que reinava no universo encarnado, depois de um ano miserável no que ao plano desportivo diz respeito. À chegada do técnico alemão, Rui Costa foi capaz de corresponder com reforços, não medindo quaisquer esforços para reforçar o débil conjunto encarnado.

E os reforços, ainda que a conta-gotas, foram somando uns atrás dos outros. Musa, Ristic, o talentoso Bah que custou a módica quantia de 8M de euros, o irreverente e mediático David Neres que comporta um esforço financeiro adicional para suportar o seu elevado salário e que chegou fruto de um acerto de contas com o FC Shakthar Donetsk, clube que estava em dívida com o SL Benfica desde a altura da compra de Pedrinho. E, por fim, os dois reforços mais caros do mercado, João Victor, central brasileiro contratado ao Corinthians do treinador português Vítor Pereira por quase dez milhões de euros e Enzo Fernandez, médio ex-River Plantel, que acarretou um investimento de também dez milhões de euros que podem ascender a 18. A expectativa era a de que o SL Benfica continuasse a arrasar o mercado de transferências e, diariamente, surgiam o nome de outros jogadores associados ao clube e que implicariam outros investimentos igualmente avultados. Ricardo Horta é um dos nomes que surge à cabeça.

Ora, quando se esperava uma continuidade da política de transferência mais incisiva, o SL Benfica decide abrandar, preferindo esperar para ver como reagiriam os talentos dentro de portas aos testes que a pré-temporada reserva. Florentino, à partida, seria um nome a dispensar no plantel encarnado mas foi ganhando algum ascendente nas opções do timoneiro encarnado e hoje parte na pole position para agarrar o lugar de pivot defensivo no miolo, inviabilizando, para já, a chegada de um novo concorrente para a posição. Mais à frente no terreno, na posição 10, muito se falou numa possível chegada de Reinier, médio ofensivo contratualmente vinculado ao Real Madrid e que nas últimas duas temporadas esteve por empréstimo no Borussia de Dortmund. A verdade é que tem sido Rafa, extremo de origem, a descair para terrenos interiores e a ocupar aquele terreno e com João Mário, homem que se perfilava para agarrar o lugar, a atuar descaído pela ala, como já havia acontecido aquando da passagem pelo Sporting com Jorge Jesus, inviabilizando, para já, a chegada do jogador canarinho.

Mais à frente, na frente de ataque, apesar das notícias que dão conta do desejo de vender Gonçalo Ramos, o jovem avançado português tem impressionado, conseguindo suprir a difícil tarefa de substituir Darwin Nunez, avançado uruguaio que saiu para o Liverpool no defeso. Também Henrique Araújo, jovem formado cantera do Seixal, tem deixado bons indicadores, enquanto Yaremchuk procura ainda regressar à sua melhor forma. Isto num cenário em que era expectável a chegada de um nome com créditos firmados para a frente de ataque encarnado.

Resta perceber se este SL Benfica ainda vai investir no mercado e se ainda há gás para dar todos os reforços pedidos por Roger Schmidt. E, neste cenário, perceber ainda se a aposta na prata de casa e nos jovens da formação é efetuada por convicção ou imposição. Falta pouco mais do que um mês para acabar o mercado e a sensação é a de que ainda muito vai mudar no universo dos encarnados.
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