Tirar o chapéu, cruzar os dedos
Há um lance que resume a sexta-feira no Algarve: Pavlidis recebeu, rodou e lançou Rafa pelo corredor central; à entrada da área, o camisola 27 picou a bola, num chapéu bem medido, para o 1-0 ao Villarreal. No 2-0, Prestianni fletiu para dentro e serviu o grego, que tirou Pau Navarro da frente e rematou junto ao poste. Golos de assinatura coletiva - e é isso que interessa. Escrevi aqui, em abril, que a nossa concretização ficava "refém do futebol apoiado ou de algum laivo de inspiração individual"; em maio, que a ineficácia deixara de ser ocasião para ser identidade. Pois bem: frente ao 3.º classificado da última liga espanhola, o Benfica pressionou alto os noventa minutos, recuperou bola em zonas avançadas e, na segunda parte, ligou Pavlidis, Rafa e Prestianni como raramente vimos na época passada.