Casa Pia 1-1. Ríos colocou o Benfica em vantagem, mas um golo de avanço é sempre pouco — e voltou a provar-se. Mourinho, no final, despediu-se do título — embora, garantiu, não do clube. O jogo de Rio Maior não trouxe nada de novo, e essa é a má notícia: o problema do Benfica não é só a falta de pontaria no último terço, é a falta de opções de finalização. Não criamos perigo na meia distância, somos sofríveis no jogo aéreo ofensivo e a concretização fica refém do futebol apoiado ou de algum laivo de inspiração individual. Quando do outro lado está uma equipa física, que desce muito as linhas e sobrepovoa o miolo da área defensiva — como é, aliás, metade do campeonato — a fórmula gripa e o marcador agradece. Não é por acaso que é preciso recuar a 2020/21 para encontrar uma média de golos por jogo na Liga inferior à desta época. Acabámos esse ano em terceiro, e a coincidência devia tirar o sono a quem desenhou este plantel.