Pontaria
Foi preciso esperar pelos descontos da primeira parte para ver futebol ofensivo coletivo à altura do que este Benfica já nos mostrou: três defesas de Robles em dois minutos, a remates de Pavlidis, Rafa e Barreiro, depois de 45 minutos em que não fizera nenhuma. Não foi por acaso. O Estoril trouxe à Luz o primeiro autocarro do nosso ano - cinco defesas, por vezes seis, toda a gente atrás da linha da bola - e, tirando St. Gallen, que já lá vai, este foi o jogo menos conseguido da época. Fomos ainda assim, e de longe, os melhores: 25 remates contra 4 e quase dois golos esperados contra um terço não deixam discutir a vitória, ainda que a margem tenha sido mínima. O que faltou foi pontaria. Vi jogadores perfeitamente enquadrados com a baliza a rematar mole, torto, às nuvens - e diz tudo que o 1-0 tenha nascido da sobra de um remate falhado de Dahl. Valeu Pavlidis, que está estupendo: ganhou o corpo a corpo a Ferro e bateu Robles de meia-volta, no primeiro remate que fez no jogo. Leva 11 golos em oito jogos, o melhor arranque da carreira, a inventar espaço onde não o há. O 2-0 foi um momento individual de Lenglet, a conduzir a bola desde o meio-campo e a fuzilar de canhota, a 108 km/h; o 2-1 de Begraoui veio de um dos dois únicos remates à baliza do Estoril. Há muito para manter neste Benfica. A finalização não - essa é para corrigir, e depressa.